domingo, 11 de junho de 2017

TROPICALMENTE PESADO

Antes de começar o texto, um agradecimento especial à Juliana Carpinelli, do Big Rock 'N Roll: tâmo junto!

O Tropical Butantã presenciou dois grandes shows no último dia 2 de julho. As duas instituições do rock pesado: Krisiun e Ratos de Porão.

Quem abriu os trabalhos foi a banda de hardcore, Paura. O público estava chegando e curtiu bastante o show da banda que está às vésperas do lançamento do sétimo álbum. Muita energia dos integrantes, principalmente do vocalista, que começou o show dizendo que estava muito puto com a situação do nosso país.

Ao final do show, disse que estava muito honrado em participar de um evento como esse, com Ratos de Porão e com o Krisiun, que é a melhor banda de metal brasileira já faz uns 20 anos. "Estou aqui para aprender com esses mestres"- ressaltou Fábio Prandini.

Em uma noite fria em São Paulo, os headbangers, punks, e roqueiros(assim é o público do Ratos) chegou para conferir os reis da barulheira. Boka(bateria), Juninho(baixo) e os "clássicos" Jão(guitarra) e João Gordo não querem saber de mais de 35 anos de banda nas costas e mandaram um set list de quebrar a costela da sua vózinha na cadeira de balanço.

Gordo vestia uma camisa do Claustrofobia, que há uma semana fez um puta show na Audio Club abrindo para a banda de outro mundo, Sepultura. Mas, voltando para o Tropical Butantã, o RDP tocou músicas dos seus principais discos, dando um apanhado geral em sua ótima discografia. Com destaque para a comemoração dos 35 anos do disco "Vivendo Cada Dia Mais Sujo e Agressivo" e 20 anos do álbum ao vivo(nota da redação: foi o primeiro álbum que comprei da banda e de lá pra cá, a cada ano que passa, me torno mais fã).

O Ratos é muito importante para o rock brasileiro, pois talvez se não fossem eles, ainda existiria a divisão entre punks e metaleiros, etc.

Algumas personalidades estavam no recinto: Toninho Iron(presidente do fã clube do Sepultura), Andréa Pinheiro(presidente do fã clube do Claustrofobia), as integrantes da banda Sinaya, Juninho da banda Troll, Alexandre de Orio(ex guitarrista do Claustrofobia), Rene Simionato(guitarrista do Torture Squad) e Costábile Salzano Jr(assessor de imprensa da The Ultimate Music).

Quando estávamos chegando perto da meia noite, as portas do inferno se abriram e a banda mais pesada do mundo adentrou o palco com seu old brutal death metal. Os três irmãos gaúchos mostram que já estão na história do estilo, uma das bandas brasileiras mais respeitadas no exterior. O Krisiun inventou um estilo e é só dele. A bateria do Max é desumana, Moyses despeja toda a sua fúria em altas palhetadas e Alex é o vocal mais cavernoso da face da Terra.

A banda tocou músicas dos seus primeiros discos, e mesclou com os discos mais novos, onde a banda a cada álbum prova que é possível evoluir mesmo no estilo do metal extremo. Por isso eles estampam as capas das principais revistas de metal do mundo.

O que mais impressiona no Krisiun é a sua humildade e amor ao metal. Tente conversar com algum deles e você verá. Eu tive o prazer de conversar um pouco com o vocalista em um show( também com o Ratos, olha a coincidência), e eu fiquei muito feliz por sentir que os caras são verdadeiros, nada de estrelismo e sim muito trabalho e respeito com os fãs.

Quase ao final do show, João Gordo subiu ao palco para tocar a já clássica "Extinção em Massa" com os caras do Krisiun. Foi de arrepiar!

Quando acabou a sua participação, eu vi o Gordo dando um beijo no seu filho Pietro, que estava em cima do palco assistindo o show do Krisiun.

De geração a geração, o rock nunca morrerá!



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